Vingança? Zico diz que Júlio César quase o demitiu e ex-goleiro reage

Atualizado: 24/03/2026, 16:18
Júlio César com mão na boca, enquanto Zico gargalha durante Resenha do Galinho na Flamengo TV

O encontro entre Zico e Júlio César no programa "Resenha do Galinho" trouxe à tona uma história de bastidores que mistura gratidão, cobrança e uma pitada de "vingança" esportiva. O maior ídolo da história do Flamengo revelou, em tom bem-humorado, que o ex-goleiro quase provocou sua demissão quando os dois se enfrentaram em lados opostos no futebol europeu.

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Na ocasião, Zico era o treinador do Fenerbahçe e precisava de um bom resultado, mas encontrou um Júlio César intransponível defendendo a Inter de Milão. O Galinho relembrou que o goleiro "pegou tudo" naquela partida, impedindo qualquer chance de vitória de sua equipe.

"O Júlio quase me demitiu como técnico, me perturbou... Ele pegava tudo contra o meu time. Eu perguntei: 'o que você tem contra mim, garoto?'", brincou Zico durante a entrevista.

Esporros na base e o "terror" das faltas

A resposta de Júlio César para o desempenho heróico contra o mestre foi imediata: "era o esporro que tu me dava". Zico confirmou que, quando Júlio ainda era um jovem começando na Gávea, levava muitas broncas do Galinho, especialmente sobre o posicionamento em cobranças de falta.

Zico contou que ficava furioso quando via Júlio César tentando "adivinhar" o canto das batidas. O ídolo exigia que o goleiro garantisse o seu próprio canto, deixando o mérito para o batedor caso a bola passasse por cima da barreira.

"Cada falta era um terror, meu irmão. Eu falava: não posso tomar no meu canto não, não vou sair daqui", relembrou Júlio César sobre a pressão de treinar com o maior batedor de faltas da história.

A aventura de Júlio César no ataque

A resenha ainda resgatou um episódio inusitado em um jogo festivo no Peru, onde Júlio César, sob o comando de Zico, insistiu para jogar na linha. Mesmo com 60 mil pessoas querendo ver o goleiro debaixo das traves, Zico cedeu ao pedido, o que quase gerou uma revolta no estádio.

O experimento durou pouco: Júlio César foi vaiado pela torcida, que queria vê-lo agarrando, e o zagueiro Materazzi assumiu o gol, bagunçando a estratégia de Zico. O "queixo", como é chamado carinhosamente por Neymar, teve que voltar rapidamente para a sua posição de origem para acalmar os ânimos.


Lucas Tinôco
Autor
Acima de tudo Rubro-Negro. Sou baiano, tenho 28 anos e cursei Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb). Além do MRN, trabalhei durante muito tempo como ap...