Veto do governo pode fazer Flamengo pagar mais imposto que SAFs em 2027

Os vetos do governo federal à reforma tributária podem fazer clubes associativos como o Flamengo pagarem mais impostos do que as SAFs a partir de 2027. A mudança ocorreu após o Ministério da Fazenda barrar dispositivos que haviam sido aprovados no Congresso e que equiparavam a tributação entre os dois modelos.
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Pelo texto aprovado inicialmente, clubes e SAFs pagariam 5% sobre a receita bruta. Com os vetos, especialistas apontam que clubes sem fins lucrativos passarão a ter carga total estimada em 15,6%, somando o novo imposto e o INSS. Já as SAFs ficariam com tributação próxima de 6%. A informação é do jornalista Rodrigo Mattos, do 'UOL'.

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No caso do Flamengo, a base de cálculo chama atenção pelo volume de receitas. O clube registrou cerca de R$ 2 bilhões de receita bruta em 2025, valor que seria utilizado para a cobrança do novo imposto caso a regra seja mantida. Isso significaria um pagamento de aproximadamente R$ 312 milhões caso a legislação estivesse em vigor.
Dirigentes do Flamengo receberam a notícia com revolta e avaliam que o novo modelo pode exigir ajustes internos. A diretoria descarta a possibilidade de transformar o clube em SAF, mas reconhece que terá de analisar impactos orçamentários se a legislação não for alterada.
Um dos pontos citados no clube é a tributação sobre receitas de leis de incentivo, caso do programa Fla-Anjo. Esses valores hoje ajudam a financiar esportes olímpicos, que já operam com déficit, e também passariam a ser taxados pelo novo sistema.
Além do Flamengo, o Corinthians também acompanha o tema, já que possui estrutura associativa e receita anual próxima de R$ 1 bilhão.
Congresso pode revisar vetos
Os vetos ainda não são definitivos e o texto voltará ao Congresso Nacional. Parlamentares podem derrubar os vetos ou propor uma alternativa específica para a tributação do futebol.
O deputado Eduardo Bandeira de Mello, ex-presidente do Flamengo, afirmou que ainda existem dúvidas sobre a aplicação prática da lei. Segundo ele, os clubes precisam estudar se poderão reduzir o imposto por meio de créditos tributários previstos na legislação. Como a regra só passa a valer em 2027, há tempo para discussão.

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