Varela expõe 'loucura' nos bastidores do Flamengo e compara caos com 2022

Atualizado: 08/03/2026, 21:38
Varela concede entrevista na chegada ao Engenhão para Botafogo x Flamengo

A conquista do Campeonato Carioca 2026 neste domingo (8) coroou uma das semanas mais atípicas da história recente do Flamengo. A demissão repentina de Filipe Luís e a chegada de Léo Jardim a menos de 48 horas do clássico contra o Fluminense testaram o psicológico do elenco. E, para o lateral-direito Guillermo Varela, viver o dia a dia na Gávea é um exercício constante de adaptação a um ambiente que ele mesmo define como uma "loucura".

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Ainda no gramado do Maracanã, o uruguaio não escondeu o choque inicial do grupo com a mudança no comando, mas fez questão de traçar um paralelo que enche o torcedor rubro-negro de esperança para o restante da temporada.

A "loucura" rubro-negra e o fantasma de 2022

Para Varela, a imprevisibilidade é a marca registrada do clube. Ele comparou a turbulência atual com a temporada mágica de 2022, quando o Flamengo também viveu uma crise no meio do ano, trocou de técnico e acabou faturando a Copa do Brasil e a Libertadores.

"É uma loucura. Sinceramente, todos os aspectos, começando com a torcida, gigante as coisas que acontecem dentro do clube, às vezes deixam um pouco surpreso. 2022 aconteceu algo similar, e agora com Filipe. Pegou um pouco de surpresa. Aqui, aprendi que tem que estar preparado para qualquer coisa", declarou o lateral.

A visão do estrangeiro sobre as proporções que qualquer crise ganha no Flamengo reflete a pressão diária, mas também a capacidade do elenco de se blindar nos momentos decisivos.

Simplicidade na concentração: O mérito de Léo Jardim

Se o ambiente externo estava em chamas, internamente, o novo técnico Léo Jardim tomou uma decisão crucial: não inventar. Com pouquíssimo tempo para treinar, o comandante português optou por manter as rotinas que o grupo já estava acostumado, especialmente a concentração pré-jogo.

Varela detalhou como essa abordagem conservadora ajudou a acalmar os ânimos antes do Fla-Flu. "Estamos acostumados a concentrar. Vários treinadores passaram por aqui. A ideia do treinador era treinar e não tem opção de mudar. Então a gente se adaptou, também sabemos que todo mundo concentra, e nos concentramos. O Léo Jardim não quis mudar muita coisa para a gente não se confundir muito", explicou o uruguaio.

A estratégia de "menos é mais" de Léo Jardim se provou certeira. Sem sobrecarregar o elenco com novas regras em cima da hora, o Flamengo focou no que importava: a entrega dentro de campo para garantir a taça e iniciar oficialmente uma nova era com o pé direito.


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Erick Viana
Autor
Jornalista formado pela UniCarioca e pós-graduado em Jornalismo Esportivo. Especializado na cobertura do Flamengo, une paixão pelo esporte e pela comunicação para levar informação com credibilidade e emoç...