Rafinha no São Paulo: confira o impacto do novo gerente esportivo na fase invicta do clube

O São Paulo vive um momento de estabilidade e bons resultados em campo, e grande parte desse cenário positivo tem origem nos bastidores. Na última quinta-feira (26), Rafinha completou seu primeiro mês no cargo de gerente esportivo do clube. Em um curto período, o ex-lateral reassumiu o controle do vestiário e passou a transitar com autoridade por todos os setores do CT da Barra Funda, tornando-se a principal engrenagem de comunicação interna da instituição.
➕Crespo responde sobre interesse do River Plate e projeta clássico contra Palmeiras
Atualmente, segundo o "ge", Rafinha é apontado internamente como a pessoa que mais entende e resolve as demandas diárias do São Paulo. Sua rotina envolve conversas constantes não apenas com os atletas, mas também com o presidente Harry Massis, o executivo Rui Costa, a comissão técnica e o Departamento Médico.
Esse trânsito livre permite que ele identifique as necessidades de cada área e as direcione para soluções rápidas, acompanhando o grupo tanto nos treinamentos quanto nas partidas.
Rafinha e relação com elenco e comissão técnica
A presença do novo dirigente foi recebida com entusiasmo pelos líderes do elenco. Lucas destacou a identificação de Rafinha com a instituição como um fator determinante para o sucesso de seu trabalho, afirmando que a chegada do gerente tem sido muito positiva para o grupo. O trabalho diário de Rafinha inclui conversas individuais com jogadores de todas as idades, oferecendo conselhos e suporte direto.
Para a comissão técnica, a contratação representou um alívio operacional. O técnico Hernán Crespo, que anteriormente havia lamentado a sobrecarga de funções sobre o executivo Rui Costa, elogiou a influência do ex-lateral.
O treinador argentino ressaltou a facilidade de comunicação entre eles, impulsionada pelas trajetórias semelhantes no futebol, e destacou o carisma e a positividade que o gerente agregou ao ambiente.
Postura de capitão mesmo longe dos gramados
Mesmo em sua nova função, Rafinha mantém a postura de capitão. Ele continua tendo voz ativa nas preleções, utilizando a linguagem de quem viveu o campo para motivar os jogadores. O atacante Calleri relatou que a única mudança real foi o posicionamento do ex-colega durante os jogos, reforçando a importância do dirigente em manter a união e a alegria do grupo, sabendo ser firme quando necessário.
Além da cobrança profissional, Rafinha é responsável por manter o ambiente leve. O zagueiro Sabino pontuou que o gerente ainda comanda as conversas descontraídas do elenco, sendo visto quase como mais um atleta do plantel que abriu mão de uma vida tranquila para encarar a pressão do clube.
O próprio Rafinha confirmou essa visão durante sua apresentação, definindo o retorno ao São Paulo como uma "confusão boa". Ele explicou que preferiu deixar a rotina confortável que tinha na TV Globo para voltar à dinâmica do futebol, assumindo seu perfil exigente.
A escolha tem gerado resultados expressivos na prática. Desde que Rafinha assumiu o cargo, o São Paulo está invicto, acumulando sete vitórias e um empate. Buscando manter a boa fase, o Tricolor terá o clássico contra o Palmeiras pela frente, neste domingo (1º), pela semifinal do Paulista.
A bola rola na Arena Barueri às 20h30 (horário de Brasília), em jogo único valendo vaga na final. Quem passar enfrenta Novorizontino ou Corinthians.














