Paquetá completa um mês no Flamengo com gol, oscilação e busca por posição ideal

Atualizado: 01/03/2026, 17:09
Lucas Paquetá em campo pelo Flamengo na final da Supercopa

Lucas Paquetá completou, neste sábado (28), o primeiro mês desde que voltou a vestir a camisa do Flamengo. Contratado com o status de jogador mais caro da história, o meia vive um início de trajetória intenso, marcado por uma recepção calorosa da torcida, oscilações no campo e a frustração de perder títulos importantes.

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O reencontro com a Nação aconteceu no dia 29 de janeiro, quando centenas de torcedores foram ao aeroporto receber o ídolo. Naquele momento, Paquetá resumiu o sentimento da volta com uma frase que viralizou: "Talvez o Flamengo não precisasse de mim, mas eu precisava do Flamengo".

A expectativa era tão alta que a diretoria agilizou a documentação para que ele estreasse na Supercopa contra o Corinthians, poucos dias após sua chegada. 

A reestreia no Mané Garrincha, contudo, foi diferente do imaginado. Paquetá teve nos pés a chance clara de empatar o jogo nos minutos finais, mas desperdiçou a finalização diante do goleiro. O Corinthians ainda ampliou pouco depois e ficou com o título após vencer por 2 a 0.

Apesar disso, o meia mostrou evolução nas rodadas seguintes do Carioca. A recuperação veio contra o Sampaio Corrêa, quando Paquetá atuou como segundo volante.  Ele foi o maestro da goleada por 7 a 1 e repetiu a boa atuação no clássico contra o Botafogo, pelas quartas de final, quando marcou o primeiro gol na volta ao Flamengo.

Entretanto, as decisões da Recopa Sul-Americana contra o Lanús trouxeram novos desafios. Atuando novamente como segundo volante, Paquetá teve dificuldades na construção de jogadas e na proteção defensiva no jogo de ida. Na volta, no Maracanã, o meia começou no banco de reservas e, ao entrar, não conseguiu evitar o vice-campeonato dentro de casa.

Paquetá busca melhor posição para engrenar no Flamengo

Atualmente, Filipe Luís e Paquetá buscam o melhor encaixe tático. Enquanto o treinador vê potencial para utilizá-lo mais próximo do ataque, o jogador tem mostrado o melhor desempenho quando inicia as jogadas de trás. Com oito jogos disputados e um gol marcado, a expectativa é que o fim da maratona de decisões e o maior entrosamento ajudem o Camisa 20 a atingir o nível físico e técnico esperado para o restante de 2026.


Matheus Celani
Autor
Jornalista graduado no Centro Universitário IBMR, 23 anos, natural do Rio de Janeiro. Amante da escrita e um completo apaixonado pr futebol, vôlei e esportes olímpicos.