Palmeiras usa confissão da Mancha Alviverde para tentar se livrar de processo de R$ 22 milhões

O Palmeiras apresentou novos argumentos à Justiça de São Paulo para tentar ser retirado do processo de indenização movido pela família de um torcedor do Cruzeiro, morto em uma emboscada em outubro de 2024. O trunfo do clube é um documento onde a torcida organizada Mancha Alviverde assume a culpa integral pelo crime.
A Mancha assume a responsabilidade
A defesa do Verdão anexou ao processo um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre a organizada e o Ministério Público. No documento, a Mancha reconhece que:
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A emboscada foi planejada e executada exclusivamente por seus integrantes.
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A organizada se compromete a pagar R$ 2 milhões em indenizações (sendo R$ 1 milhão para a família da vítima fatal e o restante para sobreviventes e danos materiais).
A estratégia do Palmeiras
Com base nessa confissão, o departamento jurídico do Palmeiras argumenta que o clube é "parte ilegítima" na ação. O clube sustenta que:
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Relação Rompida: A gestão de Leila Pereira não possui vínculos com a organizada e possui, inclusive, medidas protetivas contra seus líderes.
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Local do Crime: O ataque ocorreu em uma rodovia (Fernão Dias) e fora de dias de jogos, sem qualquer ligação com atividades oficiais do clube.
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Indenização Milionária: A família da vítima pede mais de R$ 22 milhões (contando honorários), valor que o Palmeiras afirma não ter obrigação de pagar, já que a própria Mancha admitiu a autoria.
O que acontece agora?
A Justiça ainda vai analisar o pedido de extinção da ação contra o Palmeiras. Enquanto isso, a Mancha Alviverde usa o acordo para tentar o retorno aos estádios, embora seus principais líderes continuem presos. O processo segue tramitando no Tribunal de Justiça de São Paulo.











