Negociação de ex-Flamengo gera polêmica e provoca debate sobre redes multiclubes no futebol

A transferência de André Luiz, atacante revelado pelo Flamengo, do Rio Ave-POR para o Olympiacos-GRE, gerou polêmica e promoveu o debate nas redes sociais sobre as redes multiclubes no futebol mundial.
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Na primeira metade da atual temporada europeia, o Garoto do Ninho era um dos destaques da equipe portuguesa ao lado de Clayton, ex-Vasco. No entanto, ambos foram contratados pelo mesmo time para o restante do ano: o Olympiacos.
Contudo, o fato de o clube grego ter o mesmo proprietário do Rio Ave (Evangelos Marinakis) causou incômodo entre torcedores portugueses e pessoas de diferentes partes do mundo. Ambas as movimentações foram consideradas prejudiciais ao time vilacondense, por se tratarem dos principais destaques da equipe.
O principal ponto do debate gira em torno do possível enfraquecimento de um clube considerado hierarquicamente inferior dentro de uma rede multiclubes, enquanto um time maior, tratado como prioridade, se reforça com jogadores dessas equipes.
Venda de André Luiz, ex-Flamengo, ao Olympiacos gera debate nas redes sociais
Tradução: "É por isso que a multipropriedade de clubes é uma palhaçada. Apesar de o Rio Ave estar enfrentando dificuldades nesta temporada, dois jogadores têm se destacado: André Luiz e Clayton Silva. Ambos foram vendidos a preço baixo para o Olympiacos, clube pertencente a Evangelos Marinakis… que também é dono do Rio Ave".
This is why multiclub ownership is bullshit.
— Tom Kundert (@PortuGoal1) February 3, 2026
Despite Rio Ave struggling this season, two players have been excellent: André Luiz and Clayton Silva.
Both sold on the cheap to Olympiacos, owned by Evangelos Marinakis... who also owns Rio Ave. https://t.co/7RuGd4AiAO
"Marinakis é o pior presidente de clubes atualmente, está 'assassinando' o futebol", @TiagoMartins771.
"E a preços absurdos comparados aos pedidos ao Benfica, por exemplo. A FIFA deixar isto acontecer é ridículo", @GMFutebolPT.
O Rio Ave, de Evangelos Marinakis, rejeitou a proposta do Benfica por André Luiz e do Beşiktaş por Clayton para vendê-los ao Olympiacos por um preço inferior. A centralização não faz sentido quando se vai alimentar o dono de clubes-mãe que competem na Europa. Lavagem de dinheiro. https://t.co/DOgkq0VFg1 pic.twitter.com/I8llbi6Zuy
— Rafa Mota (@rafa_mota_04) February 3, 2026
"Isso tem que começar a ser regulado. Tratam as equipes de futebol profissional como equipes B de outros países. E pelo meio, rios de dinheiro", @eagle_1904.
"É mais um caso Strasbourg/Chelsea, Salzburg/Lepizig, Girona/City... Enfim, isso é horrível para o futebol", @Edu23u.
E não tarda nada vai para a Segunda Liga. É o que dá isto de haver um mesmo dono para varios clubes https://t.co/QpjHNe3Y0P
— José Pedro Penedo 🇺🇦 (@jpfpenedo) February 3, 2026
Os sócios do Rio Ave escolheram ser o Strasbourg do Olympiacos.
— d (@doluvicgin) February 3, 2026
Todos sabem para o que vem o Marinakis, escolheram-no e agora sofrem com as consequências. https://t.co/VCElnvRVSm
Rio Ave e Olympiacos não são os únicos: redes multiclubes estão presentes em todo o mundo, inclusive no Brasil
O modelo de grupos que comandam diversos clubes ao redor do mundo não é algo recente no futebol mundial. A gestão multiclubes tem se consolidado globalmente, com equipes tradicionais do Brasil fazendo parte dessas redes.
O Botafogo conquistou o Brasileirão e a Libertadores em 2024 sob a gestão da Eagle Football Holdings, chefiada por John Textor, que também controla Lyon, RWDM Brussels e FC Florida.
Apesar dos títulos e do notório salto competitivo do alvinegro, o modelo multiclubes tem causado turbulências políticas no time carioca.
Além das questões extracampo, jogadores que se destacaram pelo Botafogo, como Almada, Adryelson e Lucas Perri, foram emprestados ao Lyon rapidamente, o que impediu a consolidação da equipe e provocou sucessivos desmanches no elenco ao longo da temporada de 2025.
Além da Eagle Football de John Textor, há diversas redes multiclubes que atuam no futebol mundial. As duas principais são a Red Bull e o City Football Group. Confira os times que integram os conglomerados:
City Football Group
- Manchester City - Inglaterra
- Bahia - Brasil
- Girona - Espanha
- New York City FC - Estados Unidos
- Melbourne City - Austrália
- Mumbai City - Índia
- Yokohama F. Marinos - Japão
- Lommel SK - Bélgica
- Troyes - França
- Palermo - Itália
- Montevideo City Torque - Uruguai
- Sichuan Jiuniu - China
Red Bull
- Red Bull Bragantino - Brasil
- RB Leipzig - Alemanha
- RB Salzburg - Áustria
- New York Red Bulls - Estados Unidos












