Mercado fechado: Flamengo encontra barreiras para negociar no Brasil

Atualizado: 07/02/2026, 10:49
José Boto na chegada ao estádio Monumental para o Flamengo x Palmeiras na final da Libertadores

O Flamengo vive uma situação incomum para clubes que dominam o cenário esportivo e financeiro de uma liga. Na atual janela de transferências, o Rubro-Negro encontra dificuldades para atuar no mercado nacional não apenas na venda de jogadores, mas também na busca por reforços, em um ambiente marcado por resistência de rivais e valores inflados.

Flamengo identifica carência do elenco e define novo objetivo no mercado

Do lado das saídas, a postura rígida do Flamengo já ficou clara. Com um elenco qualificado e alto custo de reposição, a diretoria não se mostra disposta a liberar atletas sem compensação financeira considerada adequada. 

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Esse posicionamento travou diferentes negociações. Allan despertou interesse de São Paulo, Corinthians e Vasco, mas os negócios não avançaram diante da falta de propostas que atendam às exigências rubro-negras. O Fla pede um pagamento e assunção total dos salários para emprestar o volante.

Situação semelhante ocorreu com Michael, que chegou a entrar no radar do Santos, mas não avançou por questões financeiras, tanto pelo salário quanto pelos valores envolvidos na rescisão. O atacante se transferiu para o Al Ula, da Arábia Saudita. 

Além disso, o Grêmio buscou informações sobre Evertton Araújo, mas o Flamengo não abriu negociação por entender que o volante tem papel importante no elenco. Luiz Araújo e Cebolinha também foram ventilados em outros clubes, mas o Rubro-Negro reforça que só aceitaria discutir saídas mediante propostas consideradas altas.

Flamengo encontra resistência no mercado brasileiro para contratar

Nas chegadas, o Flamengo também encontrou dificuldades para negociar dentro do futebol brasileiro. A contratação de Vitão só avançou após uma operação complexa com o Internacional, que envolveu o perdão da dívida de Thiago Maia e um pagamento. A negociação totalizou cerca de 10 milhões de euros (R$ 62 milhões).

Outro exemplo marcante foi a tentativa por Kaio Jorge. O Flamengo ofereceu 30 milhões de euros (R$ 186 milhões), valor recorde no mercado brasileiro, além de alternativas com dinheiro e jogadores. Ainda assim, o Cruzeiro manteve posição firme e indicou que só aceitaria uma operação de 50 milhões de euros (R$ 308 milhões).

Situação parecida ocorre na negociação por Marcos Antônio. O Flamengo fez oferta ao São Paulo e discutiu alternativas envolvendo Allan, mas encontrou uma pedida acima do mercado e resistência do clube paulista. Sem acordo, a diretoria estuda a possibilidade de retomar o negócio no segundo semestre.

Esses cenários parecem criar um efeito em cadeia. A postura rígida do Flamengo para vender convive com um mercado nacional que resiste a negociar com o clube, seja pelo receio de fortalecer um rival ou pela inflação de valores pela força financeira e esportiva. O resultado é um ambiente de negócios travados.

Solução para reforços está no mercado europeu

Diante dessas barreiras, grande parte das contratações do Flamengo veio do mercado europeu nos últimos anos. Em 2026, o goleiro Andrew chegou do Gil Vicente por 1,5 milhão de euros (R$ 9,25 milhões), enquanto Lucas Paquetá foi contratado em uma operação histórica, avaliada em 42 milhões de euros (R$ 261 milhões), a maior do futebol brasileiro

Antes do início da janela, o planejamento indicava uma maior atuação no mercado nacional por reforços pontuais. A realidade, no entanto, mostrou um ambiente mais fechado. Na busca por um centroavante, por exemplo, os alvos de momento são Richarlison e Evanilson, ambos jogadores de times da Premier League.

Com menos de um mês para o fechamento da janela, marcada para 3 de março, o Flamengo segue atento às oportunidades no mercado brasileiro e internacional. Contudo, a janela mostrou que o desafio interno tende a ser ainda maior do que buscar reforços fora do país. 

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Matheus Celani
Autor
Jornalista graduado no Centro Universitário IBMR, 23 anos, natural do Rio de Janeiro. Amante da escrita e um completo apaixonado pr futebol, vôlei e esportes olímpicos.