O forte desabafo de José Boto no Ninho após demissão de Filipe Luís

Os bastidores do Ninho do Urubu pegaram fogo logo após a despedida de Filipe Luís. Em meio à transição para a chegada de um novo comando, o diretor José Boto convocou o elenco para uma reunião de urgência que, segundo informações do jornalista Paparazzo Rubro-Negro, foi marcada por cobranças severas e um silêncio absoluto dos jogadores.
Cobrança coletiva e o exemplo de Arrascaeta
José Boto reuniu os jogadores do Flamengo no auditório do CT após a saída de Filipe Luís e afirmou que a culpa pela demissão do técnico era de todos, inclusive dele mesmo. O dirigente criticou atletas que usaram a liberdade dada pelo antigo treinador para frequentar festas e mencionou que insatisfações salariais devem ser resolvidas com desempenho em campo, citando Arrascaeta como exemplo de profissionalismo.
De acordo com o Paparazzo, o diretor foi enfático ao dizer que quem quiser receber o dobro, como o uruguaio conquistou em sua renovação, precisa "jogar para cacete" para merecer. Boto confrontou diretamente o incômodo de parte do grupo com os altos salários de novos reforços, pontuando que a resposta deve ser dada nas quatro linhas, e não com queda de rendimento.
Incômodo com a forma da demissão e a Era Leonardo Jardim
A reação dos atletas às palavras de Boto foi de silêncio total, retirando-se do auditório logo em seguida. O clima de tensão foi agravado pela forma como Filipe Luís foi desligado; os jogadores ficaram muito incomodados pelo fato de o ídolo ter sido deixado para dar a coletiva e projetar a final de domingo mesmo com a decisão de sua saída já tomada pela cúpula liderada pelo presidente Luiz Eduardo Baptista (BAP).
O Flamengo agora corre contra o tempo enquanto Leonardo Jardim finaliza os trâmites para assinar contrato nesta quarta-feira (4). A diretoria espera que o "choque de realidade" aplicado por José Boto sirva para unificar o grupo em uma força-tarefa visando o clássico decisivo contra o Fluminense no próximo domingo (8).












