Ídolo do Flamengo e campeão mundial em 58, Moacir está internado em estado grave no Equador

Uma das lendas vivas da história do Flamengo e do futebol brasileiro atravessa um momento delicado. Moacir Claudino Pinto, ex-meia que marcou época na Gávea nos anos 50 e sagrou-se campeão do mundo com a Seleção Brasileira em 1958, está internado em estado grave em Guayaquil, no Equador.
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Aos 89 anos, o "reserva de luxo" de Didi na primeira conquista mundial do Brasil apresenta um quadro de pneumonia e luta contra complicações cardíacas. Segundo o jornal "El Universo", ele está sob cuidados médicos no Hospital Geral Guasmo Sur, a maior unidade pública de saúde do país.
Ao lado de Dino Sani, Mazzola e Pepe, Moacir é um dos poucos remanescentes daquela geração dourada de 1958.
'Primeiro, Flamengo; segundo, Flamengo...'
Moacir começou sua trajetória no Mais Querido e se tornou um dos grandes ídolos do clube na metade final da década de 1950. Com o Manto Sagrado, disputou 226 partidas e marcou 59 gols, números que lhe renderam um lugar na seção "Lendas Rubro-Negras" do museu do clube.
Sua paixão pelo Rubro-Negro nunca arrefeceu. Em uma visita à Gávea em 2012, ele declarou seu amor incondicional:
"Estive no Flamengo de 56 a 62. Meu Flamengo é coisa séria, só alegria, só satisfação... Todos me perguntam qual é a equipe que mais gosto. É o Flamengo. Primeiro, Flamengo; segundo, Flamengo; terceiro, Flamengo. Flamengo é tudo".
Rei no Equador
Após deixar o Fla em 1962, Moacir passou por River Plate e Peñarol antes de fazer história no Equador. Sua chegada ao Barcelona de Guayaquil em 1964 causou comoção nacional.
"Foi como se hoje nos dissessem que os marcianos chegariam a Guayaquil ao meio-dia", relatou o jornalista Vasconcellos, autor do livro do centenário do clube, em entrevista ao jornal 'Lance'.
Além de brilhar em campo como um dos melhores camisas 10 da história do Barcelona, Moacir foi fundamental como técnico. Em 1986, ele classificou a Seleção Equatoriana Sub-16 para o seu primeiro Mundial da Fifa, no Canadá. Curiosamente, ele não comandou o time no torneio por ter pavor de avião.
Apelo por ajuda
Apesar da idolatria, Moacir vive um momento de necessidade. O jornalista equatoriano fez um apelo público para que as instituições do futebol ajudem o ex-craque financeiramente.
"Moacir é mais equatoriano do que muitos treinadores do Equador que, ao saírem, exigiram indenizações milionárias. É triste a indiferença da Federação Equatoriana de Futebol em relação a ele. A entidade e todo o nosso futebol têm uma dívida com Moacir... agora Moacir precisa de ajuda efetiva, financeira".
Em 2025, o Barcelona de Guayaquil chegou a homenageá-lo com uma medalha pelo centenário do clube, mas a situação atual exige mais do que honrarias.












