Fluminense corre contra o relógio para fechar com Castillo e Millán

Atualizado: 02/03/2026, 16:51
Rodrigo Castillo (esquerda) e Millán (direita), alvos do Fluminense

O Fluminense tem pouco tempo para terminar de reforçar o elenco na primeira janela de transferências de 2026. O foco da diretoria é contratar um zagueiro e um centroavante através de duas negociações avançadas: Julián Millán, do Nacional, e Rodrigo Castillo, do Lanús.

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A situação do defensor colombiano é a mais próxima de um desfecho positivo após ele se despedir do Uruguai em clima de emoção. O Tricolor aceitou pagar US$ 4 milhões fixos (R$ 20 milhões) mais bônus por metas, garantindo uma peça que chega com status de titular para o sistema defensivo de Zubeldía.

No ataque, a operação por Rodrigo Castillo é tratada como o grande desafio financeiro desta segunda-feira devido ao alto investimento. O Lanús exige US$ 10 milhões (R$ 50 milhões) e quer receber uma parte significativa do montante ainda este ano, o que obriga o clube a uma corrida burocrática e bancária.

A janela para atletas que atuam fora do Brasil fecha nesta terça-feira (3), transformando as próximas horas em um "tudo ou nada" nos bastidores. O otimismo interno existe, mas a pressão do tempo é o maior adversário para que os documentos sejam trocados e registrados a tempo na CBF.

Com a final do Carioca garantida, a diretoria entende que esses reforços são fundamentais para dar profundidade ao elenco nas competições continentais. Sem um acordo até a noite desta terça, o clube ficaria restrito apenas ao mercado nacional.

Desistência por Dantas e o "plano A" para o ataque tricolor

A decisão de avançar por Millán sacramentou a desistência oficial do Fluminense pelo zagueiro Dantas, do Novorizontino. O clube paulista aumentou as exigências financeiras na reta final, e a cúpula tricolor avaliou que o custo-benefício do colombiano do Nacional era superior para as pretensões de Zubeldía.

Já no caso de Castillo, o Fluminense tenta convencer o Lanús a flexibilizar os prazos de pagamento para viabilizar o fluxo de caixa. O centroavante é visto como a peça ideal para dividir a responsabilidade ofensiva com as lendas do clube, sendo o último grande investimento planejado para este período de inscrições internacionais.


Matheus Celani
Autor
Jornalista graduado no Centro Universitário IBMR, 23 anos, natural do Rio de Janeiro. Amante da escrita e um completo apaixonado pr futebol, vôlei e esportes olímpicos.