Fluminense 3x2 Athletico-PR: gol de Arana salva Fluzão no apagar das luzes

Atualizado: 15/03/2026, 18:07
Guilherme Arana comemora gol salvador do Fluminense contra Athletico

Testar o coração do torcedor tricolor parece ser a especialidade do Fluminense neste Campeonato Brasileiro. Na tarde deste domingo (15), o Maracanã foi palco de um roteiro digno de cinema. Após ter o jogo nas mãos, ceder o empate com um jogador a mais e flertar com uma vaia colossal, o Fluzão encontrou a salvação aos 50 minutos do segundo tempo.

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Com um gol heroico de Guilherme Arana, o Tricolor venceu o Athletico-PR por 3 a 2 e garantiu três pontos que valem muito mais do que a matemática: valem a paz nas Laranjeiras.

Início frenético e vantagem no placar

O jogo começou a 200 por hora. Logo aos 5 minutos, Mendoza aproveitou a oportunidade e abriu o placar, levantando a arquibancada. O Athletico respondeu rápido e empatou com Hércules aos 9, mas o cenário logo voltaria a sorrir para os donos da casa.

Aos 28 minutos, Bruno Zapelli cometeu falta dura e foi expulso, deixando os paranaenses com um a menos. Com a superioridade numérica, o Fluminense impôs seu ritmo e foi buscar a virada com Canobbio, aos 37 minutos, aplicando a famosa "lei do ex" e levando o 2 a 1 para o vestiário.

O apagão, o susto e a explosão final

O segundo tempo deveria ser de controle absoluto. O Fluminense precisava apenas administrar a posse de bola e matar o jogo. No entanto, o time diminuiu o ritmo, aceitou a marcação e foi castigado. Aos 30 minutos (75' no relógio), Luiz Gustavo achou espaço e empatou o jogo, instalando um clima de velório e indignação no Maracanã. Empatar em casa com um a mais parecia um crime imperdoável.

O desespero bateu, o relógio virou inimigo e o Athletico se fechou em uma trincheira. Quando a torcida já se preparava para protestar, o futebol mostrou por que é o esporte mais apaixonante do mundo. Aos 45+5' (95 minutos), no último suspiro da partida, a bola sobrou para Guilherme Arana. O lateral não perdoou, estufou a rede e fez o Maracanã explodir em um misto de alívio e euforia.

Uma vitória na raça, no sofrimento e no apagar das luzes. O Fluminense sai de campo com a vitória por 3 a 2, mas com a lição clara de que não pode brincar com a sorte quando tem a faca e o queijo na mão.


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Erick Viana
Autor
Jornalista formado pela UniCarioca e pós-graduado em Jornalismo Esportivo. Especializado na cobertura do Flamengo, une paixão pelo esporte e pela comunicação para levar informação com credibilidade e emoç...