Flamengo trava acordo na Libra e cobra reajuste após acesso do Remo

Atualizado: 13/01/2026, 09:57
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O Flamengo entrou em novo conflito com a Libra, dessa vez pela redução da sua cota de direitos de TV no Brasileirão de 2026. A queda é consequência do acesso do Remo à Série A, que elevou para dez o número de clubes da liga na elite sem aumento no valor total do contrato com a Rede Globo.

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O acordo firmado prevê um montante anual de cerca de R$ 1,17 bilhão, valor que não sofre reajuste com a entrada de novos clubes. Na prática, isso aumenta a divisão e reduz a fatia de todos os integrantes, incluindo o Flamengo. Diante desse cenário, o clube passou a cobrar formalmente a Libra por um reajuste.

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O Flamengo enviou uma carta à entidade e depois entrou em contato direto com o executivo da Libra. Em um primeiro momento, Silvio Mattos indicou que havia uma negociação com a Globo para tentar subir os valores. Em seguida, no entanto, informou que o contrato não tem margem para aumento. As informações são do jornalista Rodrigo Mattos, do 'UOL'.

Sem uma resposta definitiva, o Flamengo levou o questionamento à cúpula da Libra, formada pelos diretores Julio Casares e André Rocha. A exigência do clube é que o contrato seja reajustado para R$ 1,3 bilhão, com correção pela inflação, para manter o valor das cotas dos clubes que já faziam parte do acordo.

Pelo contrato, a inclusão do Remo exige a assinatura de um aditivo por todos os membros da Libra. O Flamengo indicou que não irá assinar esse documento enquanto a questão financeira não for resolvida.

Até o momento, não houve resposta oficial da diretoria institucional da Libra. 

Flamengo travou batalha judicial com a Libra em 2025

Em 2025, o Flamengo entrou em disputa judicial com a Libra por divergências nos critérios de divisão dos direitos de transmissão do Brasileirão. O clube contestou a tentativa da liga de reduzir sua cota de TV e levou o caso ao Tribunal de Justiça.

A Justiça deu razão ao Flamengo ao autorizar o levantamento integral dos valores previstos no chamado “Cenário 1”, rejeitando a tese da Libra de aplicar cortes proporcionais. A decisão também obrigou a entidade a refazer os cálculos das cotas dos demais clubes para acomodar o direito do Rubro-Negro.

Na decisão, a relatora apontou que a Libra não respeitou o princípio estatutário da unanimidade na definição dos critérios de repartição das receitas. Apesar da vitória parcial, parte da disputa foi encaminhada à arbitragem e segue sem definição. 

Agora, a redução do pagamento para os clubes em 2026 adiciona mais um capítulo de tensão entre Flamengo e Libra

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Matheus Celani
Autor
Jornalista graduado no Centro Universitário IBMR, 23 anos, natural do Rio de Janeiro. Amante da escrita e um completo apaixonado pr futebol, vôlei e esportes olímpicos.