Escolas de samba ligadas ao Flamengo batem na trave e permanecem em suas divisões no Carnaval 2026

Atualizado: 25/02/2026, 13:54
Casal de mestre-sala e porta-bandeira da Imperadores Rubro-negros

Na última terça-feira (24), a Superliga Carnavalesca realizou a apuração das três últimas divisões do Carnaval do Rio de Janeiro (Séries Prata, Bronze e Grupo de Avaliação), confirmando que nenhuma das três escolas oriundas de torcidas organizadas do Flamengo conseguiu o tão sonhado acesso.

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Apesar das escolas ligadas ao clube não terem alcançado os objetivos, o Mengão esteve presente no enredo da Viradouro, campeã do Grupo Especial.

A escola homenageou Mestre Ciça, que foi o responsável por reger a bateria da Estácio de Sá no desfile de 1995, que contou a história do centenário do Flamengo na Marquês de Sapucaí.

Série Prata: Flamanguaça termina em 7º

Na Série Prata, divisão que dá acesso à Série Ouro (a "segunda divisão" do Carnaval, que desfila na Sapucaí), a Flamanguaça teve um desempenho regular, mas insuficiente para o título.

A escola somou 268,2 pontos e terminou na sétima colocação entre 29 participantes. O título e o acesso ficaram com a Acadêmicos de Santa Cruz, que atingiu 268,9 pontos.

A disputa foi acirrada também na parte de baixo da tabela. O Império de Nova Iguaçu, com 265,8 pontos, abriu a zona de rebaixamento, que decretou a queda de outras sete agremiações.

Série Bronze: Imperadores no Top 4

Pela Série Bronze, a Imperadores Rubro-Negros desfilou na segunda noite, no sábado (21), e conseguiu se destacar, embora sem levar o troféu. A agremiação somou 266,5 pontos, garantindo o quarto lugar entre as dez escolas que desfilaram em seu dia.

A campeã foi o Boi da Ilha do Governador, com 268 pontos, garantindo a vaga na Série Prata. A zona de descenso foi aberta pela Unidos da Vila Kenedy (265,9 pontos).

Grupo de Avaliação: Raça Rubro-Negra distante do acesso

A situação mais delicada ficou por conta da Raça Rubro-Negra, que desfila no Grupo de Avaliação, a porta de entrada do Carnaval. A escola amargou apenas o 11º lugar entre 14 agremiações, somando 175,8 pontos.

A pontuação deixou a Raça muito distante da dupla que subiu para a Série Bronze: Casa de Malandro (179,5 pontos) e Difícil é o Nome (179,3 pontos).


James Brito
Autor
26 anos, natural de Vitória da Conquista (BA), jornalista em formação pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb). Curioso por natureza, busca no esporte um campo infinito para observar, aprender e comunicar.