Envolvidos no escândalo dos camarotes encaram audiência no São Paulo

Na reta final do ano passado, uma bomba estourou nos bastidores do São Paulo. A descoberta de um esquema de exploração dos camarotes do MorumBIS, surgiu como um dos pivôs no que resultou na queda de Julio Casares da presidência. Meses depois, os principais envolvidos, Douglas Schwartzmann e Mara Casares, irão prestar esclarecimentos à Comissão de Ética do clube.
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Douglas ocupava o cargo de diretor-adjunto das categorias de base, enquanto Mara, ex-esposa de Julio Casares, exercia a função de diretora feminina de cultura e eventos. Ambos já estão afastados de suas funções desde que o caso ganhou maior notoriedade. Assim, nos próximos dias a situação deve ganhar novos desdobramentos com os dois tendo depoimentos marcados para o dia 23 de fevereiro.
O procedimento prevê a coleta das versões de Douglas e Mara antes que o comitê formule uma conclusão. Depois disso, o caso poderá ser encerrado ou resultar em sanções para os ex-dirigentes do São Paulo. Se houver recomendação de punição, a decisão final ainda precisará passar pelo Conselho Deliberativo, responsável por votar a favor ou contra a medida proposta. Em relação ao quórum necessário, dependerá do tipo de penalidade sugerida.
Relembre o caso de exploração dos camarotes do MorumBIS
Em dezembro de 2025, Douglas Schwartzmann, então dirigente das categorias de base, e Mara Casares, ex-esposa do presidente Julio Casares, foram apontados como integrantes de um suposto esquema de comercialização clandestina de camarotes no estádio.
O caso ganhou holofotes quando o 'ge' divulgou áudios nos quais os envolvidos discutiam a revenda irregular do espaço. Além dos dois, a apuração também citou a empresária Rita de Cássia Adriana Prado como parte da operação. Segundo a investigação, ela teria sido responsável por explorar comercialmente um camarote durante o show de Shakira, realizado no MorumBIS em fevereiro de 2025.
As gravações que vieram a público eram de uma conversa entre Douglas Schwartzmann e Rita Adriana, na qual tratariam do repasse de camarotes a intermediários encarregados de vender os ingressos ao público. O espaço identificado como camarote 3A, conhecido como "sala da presidência", teria sido disponibilizado para exploração comercial na apresentação da artista colombiana. As entradas chegaram a ser comercializadas por até R$ 2,1 mil, com faturamento estimado em R$ 132 mil apenas nesse evento.
Na época da divulgação, as defesas dos citados alegaram que o conteúdo dos áudios foi retirado de contexto e classificaram a repercussão como precipitada.
Em uma das gravações vazadas, Douglas ainda menciona que o repasse dos ingressos teria ocorrido por meio de Márcio Carlomagno, CEO do clube. Ele era aliado próximo de Casares e é apontado como um dos principais nomes da situação para a eleição presidencial deste ano.











