Empresa acusa Santos de coação em transferência de Soteldo ao Fluminense

Atualizado: 26/01/2026, 22:12
Soteldo em treino do Fluminense

O Santos foi acionado judicialmente pela Secasports em razão da transferência de Yeferson Soteldo para o Fluminense, concretizada no ano passado. A empresa alega ter sofrido prejuízo econômico no negócio envolvendo o atacante venezuelano.

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Segundo a Secasports, houve coação por parte do clube paulista para que a empresa abrisse mão de valores que tinha a receber do Santos como condição para liberar a ida de Soteldo ao Tricolor das Laranjeiras.

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De acordo com a empresa, já existia uma dívida de R$ 515 mil em discussão na CNRD (Câmara Nacional de Resolução de Disputas). Além disso, o Santos possuía outro débito referente a parcelas de uma comissão que somava R$ 3,8 milhões.

Transferência de Soteldo ao Fluminense

Foi nesse contexto que surgiu a possibilidade da transferência do jogador ao Fluminense. A Secasports afirma que o acordo só avançou após uma exigência feita pelo clube da Vila Belmiro.

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Segundo a empresa, "o Santos impôs uma condição irredutível para liberar o jogador: a empresa deveria outorgar quitação plena e renunciar à integralidade dos créditos discutidos na CRND, bem como os valores remanescentes do distrato (R$ 960 mil)".

Diante disso, a Secasports afirma que ficou diante de um impasse: abrir mão de todos os créditos ou ver a negociação de Soteldo com o Fluminense ser vetada, o que resultaria em prejuízo ainda maior.

Alegação da Secasports na Justiça

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A empresa declarou à Justiça que, pressionada e em "posição de vulnerabilidade econômica", acabou cedendo às exigências impostas pelo Santos para viabilizar a transferência do atleta.

Mesmo após a liberação do jogador, a Secasports sustenta que o clube agiu de forma irregular. Segundo a ação, o Santos, demonstrando má-fé, mesmo após se beneficiar da renúncia forçada, descumpriu uma nova obrigação que nasceu desse contexto".

De acordo com a empresa, o clube não repassou 5% do valor da venda de Soteldo ao Fluminense, percentual que teria sido acordado verbalmente entre as partes.

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Para a Secasports, a negociação foi utilizada como instrumento de pressão para extinguir dívidas antigas. O episódio é classificado pela empresa como "coação", já que o negócio não teria sido realizado em condições normais.

Valores devidos do Santos à empresa

Soteldo foi negociado com o Fluminense em junho do ano passado por US$ 5 milhões, valor próximo de R$ 30 milhões na cotação da época.

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Na ação, a empresa pede que o Santos seja condenado a pagar os R$ 515 mil discutidos na CNRD, além de R$ 2,2 milhões referentes a intermediações passadas, 5% do valor da transferência, danos morais, honorários advocatícios e custas processuais.

A Secasports também solicita o arresto de bens do clube para garantir o pagamento do débito. Procurado para comentar o caso, o Santos não respondeu até a publicação. O espaço segue aberto para manifestação do clube.