Efeito Vini Jr: Infantino quer que jogadores sejam expulsos por cobrirem a boca

Atualizado: 02/03/2026, 13:30
Gianni Infantino, presidente da FIFA, comunica novo Mundial de Clubes

Vini Jr continua sendo um grande fator contra o racismo na Europa. Lamentavelmente, ele segue sofrendo, mas, ao mesmo tempo, mantém a luta em evidência e faz com que a Fifa debata alguns temas.

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O último caso aconteceu na Champions League, quando o argentino Prestianni cobriu a boca para ofender o brasileiro. Segundo o jogador, o estrangeiro teria o chamado de macaco.

Dessa forma, Gianni Infantino, presidente da Fifa, falou sobre o assunto e como quer combater situações parecidas.

O mandatário afirma que os jogadores não devem cobrir a boca. Se um jogador cobre a boca e é acusado de racismo em seguida, deve existir a presunção de que ele tenha realmente dito. Dessa forma, ele deveria ser expulso.

É assim que quer caminhar a Fifa após o caso de racismo sofrido por Vini Jr de um companheiro de trabalho. Para o presidente da Fifa, se um jogador não tem o que esconder, ele não tem motivos para esconder a boca ao dizer algo a um atleta de outro time.

"Se um jogador cobre a boca e diz algo, e isso tem uma consequência racista, então ele tem que ser expulso, obviamente. Deve existir a presunção de que ele tenha dito algo que não deveria ter dito. Caso contrário, não deveria ter coberto a boca. Sinceramente, não entendo. Se você não tem o que esconder, não esconde a boca quando diz alguma coisa. Estas são ações que podemos tomar, e que temos que tomar, para que a nossa luta contra o racismo seja séria", afirma Gianni Infantino.

O caso de racismo a Vini Jr

No jogo de ida dos playoffs da Champions League, em Portugal, Vini Jr marcou o gol da vitória e comemorou dançando na bandeirinha de escanteio do Benfica.

O fato irritou alguns jogadores do Benfica, incluindo Prestianni, que aparece escondendo a boca embaixo da camisa para provocar Vini Jr.

Imediatamente, Vini Jr corre até o árbitro para relatar que o argentino disparou a palavra 'mono' contra ele, ou seja, macaco, na tradução para o português.

O juiz da partida aciona o protocolo antirracista, mas o jogo só é paralisado por oito minutos, e o protocolo foi duramente criticado por Vini Jr.

 


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Erick Viana
Autor
Jornalista formado pela UniCarioca e pós-graduado em Jornalismo Esportivo. Especializado na cobertura do Flamengo, une paixão pelo esporte e pela comunicação para levar informação com credibilidade e emoç...