Diretor da base detalha estratégia de captação do Flamengo: do DNA Rubro-Negro à ideia de potencializar talentos

Em uma entrevista reveladora à Flamengo TV, o diretor da base rubro-negra, Alfredo Almeida, abriu as portas do Ninho do Urubu para explicar como o clube se tornou uma máquina de recrutar e desenvolver talentos. O dirigente detalhou o equilíbrio entre suprir necessidades emergenciais (como a busca por um zagueiro após a lesão grave de Johnny) e a busca constante pela excelência técnica.
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Segundo Alfredo, o Flamengo tem um objetivo ambicioso: ter os melhores jogadores do Brasil em cada geração. Mas, quando o mercado nacional não oferece os "skills" necessários, o olhar se volta para o continente.
O mapa da mina: foco no Brasil, olho na América
Embora o mercado brasileiro seja a prioridade absoluta, o Flamengo tem diversificado sua captação. Alfredo citou os exemplos de Muñoz, Ramírez, Sayago e Reyes como frutos de um scout abrangente.
"Se existe um jogador que não é brasileiro, mas tem os skills que não temos hoje no elenco, por que não esse mercado sul-americano? Fomos ao América do México e ao River Plate buscar jogadores, mas o foco maior é o brasileiro."
O "DNA Rubro-Negro" esperado nas joias
Muito se fala sobre a identidade do clube, mas Alfredo Almeida foi pragmático ao definir o que se espera de um Garoto do Ninho. Para ele, o DNA não é apenas uma frase de efeito, mas uma postura tática e técnica:
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Imposição: jogar no meio-campo adversário;
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Criatividade: jogadores mágicos, que o público "paga ingresso para ver";
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Irreverência: atletas rápidos, que arriscam o um contra um e não têm medo de falhar.
A teoria da matemática: potencializar o talento
Uma das partes mais interessantes da entrevista foi a analogia de Alfredo sobre o investimento no desenvolvimento dos atletas. Para o diretor, o segredo não é tentar consertar o que o jogador tem de ruim, mas tornar o que ele tem de bom em algo excepcional.
"Se a minha filha tem nota 6 em português e 9 em matemática, eu vou investir na matemática para ela chegar ao 10. No futebol é igual. Se o menino de 8 anos é muito bom no drible, mas não sabe marcar, vamos potenciar o drible. Ele nunca vai ser um grande marcador, então vamos focar na magia dele."
Fim da zona de conforto: elencos curtos e meritocracia
Alfredo também destacou que a estrutura do Sub-20 mudou. Agora, o clube trabalha com elencos curtos para garantir que todos recebam os mesmos estímulos e minutagem. Além disso, mandou um recado sobre a hierarquia: o sucesso no Sub-13 não garante vida mansa até o profissional.
"O brilho no Sub-13 não é um passaporte até o Sub-20. Todos os dias o atleta tem que provar que merece o escudo ao peito. Hoje, o atleta no Flamengo não está na zona de conforto", concluiu o diretor.














