Ataque dos Estados Unidos gera incerteza para clubes da Venezuela na Libertadores 2026

O ataque realizado pelos Estados Unidos à Venezuela, na madrugada deste sábado (3), abre um cenário de instabilidade que pode ir além do aspecto político e militar e atingir o futebol sul-americano. Com quatro representantes confirmados na Libertadores de 2026, o país passa a conviver com incertezas.
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Carabobo, Deportivo Táchira, Deportes La Guaira e Universidad Central estão classificados para a próxima edição. Destes, Táchira e Carabobo iniciarão a campanha já nas fases preliminares, previstas para fevereiro, enquanto La Guaira e Universidad Central entram diretamente na fase de grupos, em abril.

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O Deportivo Táchira estreia na primeira fase da pré-Libertadores contra o The Strongest, da Bolívia, com jogos marcados para os dias 2 e 9 de fevereiro. A partida de volta, pelo chaveamento inicial, tem mando previsto para a Venezuela.
Já o Carabobo entra na segunda fase preliminar, diante do Huachipato, do Chile, com confrontos programados para 17 e 24 de fevereiro, sendo o segundo também em território venezuelano. O ataque dos EUA na Venezuela cria dúvidas sobre o deslocamento de delegações e a realização das partidas.
Diante do avanço do conflito e do fechamento de fronteiras, cresce a preocupação sobre a possibilidade de os clubes serem obrigados a mandar seus jogos fora do país. Em um cenário mais extremo, há inclusive o risco de restrições de deslocamento internacional ou até de exclusão das equipes da competição.
Até o momento, a Conmebol não se pronunciou oficialmente sobre eventuais mudanças no formato, nas datas ou nos mandos de campo envolvendo clubes da Venezuela na Libertadores 2026. A entidade deve aguardar o desenrolar das ações ao longo do mês de janeiro antes de qualquer movimento.
Ataque dos Estados Unidos à Venezuela
O cenário de incerteza teve início após uma ofensiva militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, confirmada na madrugada deste sábado (3) pelo presidente norte-americano, Donald Trump. Segundo o próprio governo dos EUA, o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa foram capturados e retirados do país por via aérea, após uma série de explosões registradas em Caracas e em outras regiões.
Após a ação, o governo venezuelano decretou estado de emergência e convocou planos de mobilização em todo o território nacional. Autoridades do país classificaram o ataque como uma “agressão militar” e afirmaram que alvos civis e militares foram atingidos, elevando o nível de tensão interna e internacional.
Como reflexo imediato da instabilidade, a fronteira da Venezuela com o Brasil foi fechada do lado venezuelano. O governo brasileiro confirmou o bloqueio e informou que acompanha a situação, avaliando possíveis impactos na região Norte e se preparando para um eventual aumento no fluxo de refugiados.

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