Ancelotti bola cenário que pode levar Neymar à Copa do Mundo

Atualizado: 17/11/2025, 10:11
Carlo Ancelotti, técnico da seleção brasileira, reage durante a partida das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo FIFA de 2026 entre Bolívia e Brasil, no Estádio Municipal de El Alto, em 9 de setembro de 2025, em El Alto, Bolívia.

A sete meses da Copa do Mundo 2026, e com a base da Seleção Brasileira cada vez mais sólida, o nome de Neymar volta a ser considerado pela comissão técnica de Carlo Ancelotti. No entanto, ao contrário do que aconteceu nos últimos três Mundiais, o craque não teria vaga cativa no time titular. A informação é do "Uol".

CBF confirma jogo da Seleção no Brasil

O treinador italiano e sua equipe estudam a possibilidade de levar o camisa 10, mas sob uma nova perspectiva: ele seria um jogador para compor o elenco, tendo que brigar por minutos em campo como qualquer outro.

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Para que a convocação se concretize, há uma condição básica e inegociável: Neymar precisa estar em plena forma física e com uma sequência consistente de jogos. No último sábado, contra o Palmeiras, o atacante jogou 90 minutos pela primeira vez em 76 dias e terminou a partida visivelmente esgotado.

A exigência física é um pilar para Ancelotti. "Talvez eu leve um jogador que não tenha intensidade para o primeiro jogo, ou para o segundo. Mas não vou chamar um jogador que não tenha intensidade para todo o Mundial. Precisamos de jogadores fisicamente num nível top", disse o treinador em entrevista recente.

Neymar e o sistema de jogo de Ancelotti

O principal desafio para a volta de Neymar como protagonista é o sistema de jogo atual. A comissão técnica entende que o time titular está bem desenhado, atuando com quatro jogadores ofensivos e sem um centroavante fixo.

Nesse esquema, uma das prerrogativas inegociáveis dos atacantes é a intensidade defensiva: pressionar a saída de bola do adversário e recompor para marcar. A avaliação interna é que Neymar não consegue cumprir essas funções no mesmo nível dos jogadores que hoje ocupam o setor.

O treinador italiano vê Neymar como um candidato à vaga de atacante pelo meio, e não como ponta. O problema é que, nessa faixa, a briga seria com Vini Jr, considerado "intocável" por Ancelotti, e Matheus Cunha.

Cunha, por sua vez, desempenha funções táticas consideradas vitais: conectar o meio-campo ao ataque, ganhar disputas aéreas no campo ofensivo e, principalmente, marcar a saída de bola adversária. Essas tarefas que a comissão técnica avalia que Neymar não cumpre.

Com apenas dois jogos restantes antes da convocação final (contra França e Croácia, em março), o tempo para testes e mudanças estruturais que acomodem Neymar no time titular é praticamente inexistente.

Neymar aceita ser coadjuvante?

Diante deste cenário, a dúvida que surge é: Neymar, maior artilheiro da história da seleção e camisa 10 nas últimas três Copas, aceitaria uma posição de coadjuvante?

Nos bastidores da CBF, segundo o "Uol", há confiança de que Ancelotti, conhecido por sua excelente gestão de vestiário, conseguiria lidar com a situação e convencer o jogador a aceitar um novo papel.

A ideia também agrada ao elenco; jogadores mais jovens, que são fãs declarados de Neymar, já expressaram em conversas privadas que seria positivo ter o ídolo no grupo, mesmo sem o protagonismo de antes.

Ver Neymar no banco de reservas da seleção é algo raro. Dos 128 jogos em que participou, ele só não começou jogando em cinco, todos amistosos. Em competições oficiais, só ficou fora quando esteve machucado.

Embora o jogador ainda não tenha sido convocado pelo italiano, e tenha existido um breve ruído de comunicação recente sobre o motivo de sua ausência, Ancelotti garante que não há problemas.

"Todos queremos que ele recupere o seu melhor nível. A CBF, o treinador e a comissão técnica também querem. Não temos nenhum problema com Neymar", disse o técnico ao jornal espanhol AS.

Sem Neymar, a Seleção Brasileira, comandada por Ancelotti, entra em campo nesta terça-feira (18), contra a Tunísia, às 16h30 (horário de Brasília). A partida será em Lille-FRA.

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James Brito
Autor
26 anos, natural de Vitória da Conquista (BA), jornalista em formação pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb). Curioso por natureza, busca no esporte um campo infinito para observar, aprender e comunicar.